Mario Sergio Cortella aborda vários pontos pertinentes à vida de quase todo mundo, desde desapego ao material às crises existenciais, tentando responder aquela pergunta: "se você não existisse, que falta faria?".  Ele não dá respostas prontas, é um livro para ser lido com calma, e lido novamente, pois ele te faz pensar, nas suas escolhas, nos seus caminhos, em quem você é, quem quer ser, como quer ser visto e lembrado. Uma coisa meio "A culpa é das estrelas" quando Gus diz que não quer ser esquecido.

O próprio livro fez eu me libertar de certas amarras e dar umas rabiscadas durante a leitura, e foi libertador. Me senti durante toda a leitura levando tapas na cara e às vezes só balançando a cabeça em concordância, e às vezes, confesso, torcendo o nariz porém lá no fundo sabendo que era tudo verdade.
Refletir a diferença entre saudade e nostalgia, raízes e âncoras, teve um peso muito grande. O capítulo "Escrever, para apaziguar..." de cara já teve aquela identificação só de ler o nome. Pensar que eu sou a pessoa do título desse texto, por isso escolhi essa citação para apresentar o livro. Perceber alguns amigos durante a leitura.

"Isso é felicidade: sentir-se vivo. Há pessoas que se sentem felizes ao acumular riquezas. Outras, ao zelar pela família. Outras ainda ao curtir seus livros e suas plantas."

A filosofia do ser está presente no livro todo, e mais uma vez eu lembro que preciso só ser de vez em quando.

E essa é uma tentativa de voltar a resenhar por aqui, mas é aquilo, eu só consigo fazer resenhas em cima de sentimentos, por isso é tão difícil começar e terminar de falar sobre alguns livros...

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