Novembro mal começou, estamos em pleno dia 7 e eu já abri uma loja e cortei o cabelo.


Eu sinceramente não sei onde me colocar no mundo porque não tô desempregada, mas empregada é o que eu não tô.

A lojinha nasceu da necessidade de pagar os boletos e como tudo na vida eu levei ela à sério demais.

Coloquei minhas fotos em promoção e até voltei para o país facebook com duas páginas de uma vez.

Tudo isso em sete dias.

E minha câmera de gravar está em estado crítico do mais completo nada, será o mercúrio retrógrado? Só sei que com ela respirando por aparelhos e eu sem paciência pro rolê que é gravar pelo celular, bem capaz que o canal adormeça mais uma vez, mas não criemos pânico hoje, só amanhã.


Eu odeio pra caramba horário de verão.



Eu estou impressionada com a minha capacidade de não surtar, mesmo que aparentemente minha vida esteja pegando fogo nesse momento. Mas confesso que algumas crises de ansiedade apareceram, mas nada que eu já não tivesse lidado antes, então estou a cada dia mais perto da monja do que do ganso com a cabeça em chamas.

Tudo isso em sete dias.

O Ateliê Sintonia ganhou esse nome graças à uma conversa com a minha psicóloga onde ela disse que o mais importante é a gente estar em sintonia - com a gente, principalmente, com os outros, com o mundo lá fora, o bordão, "decore em sintonia". São, no geral, quadros. Pintados em papel ou tela. E fotografia.

 pag no face

Eu que sempre odiei o país Facebook e fingia que minha página de fotografia não existia (porque tu é obrigada a abrir uma page quando abre uma conta comercial no Instagram), agora tenho outra página de fotografia... mas sinceramente eu nunca estive tão confiante de que estou fazendo a coisa certa, com tudo. Finalmente.

A sensação de poder dizer que sou fotógrafa, tenho uma loja e no meu perfil diz que sou proprietária de uma coisa, parece que não é mais o mundo das ideias de Platão. É real. É tão real quanto poderia ser, e eu estou muito feliz por mais que não há garantia nenhuma de que vai dar certo, porque na verdade, pra mim, já deu.
Hoje eu tenho a segurança de me chamar de escritora, fotógrafa, documentarista, fotojornalista, e principalmente, artista. E mais do que nunca os aprendizados que tive com a Amanda Palmer estão todos os dias sendo colocados em prática. Estou pedindo as rosquinhas. Desde o primeiro dia do mês foi tudo o que eu fiz, pedir, e sem esperar que fosse ter algo em troca, mas no mesmo dia eu recebi minha primeira encomenda e esse foi o gás que me mantém pensando que vai dar tudo certo.

E veja bem, dar certo não quer dizer que vai ser fácil.

No mais, #prayforoly;

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